A compreensão do caráter transdisciplinar do Multilinguismo no Mundo Digital e a ilegibilidade de tal tema dentro de padrões disciplinares tem um forte papel nas atividades aqui propostas. Para países na fronteira de horizontes lusófonos, que buscam integrar parâmetros de produtividade acadêmica dos EUA e da UE, pensar a circulação de línguas e culturas locais com seus falantes compartilhando conhecimento em uma rede sul-sul, é no mínimo uma perspectiva curiosa.
A ingenuidade e frequentemente a persistência em cultivar esta curiosidade é atualmente nosso melhor resultado de trabalho em rede. Nós estamos trabalhando juntos, produzimos livros, incorporamos uma revista científica a Humanas e realizamos colóquios internacionais.
O impacto desta proposta tem sido positivo, no sentido de trazer nossa atenção para as culturas e línguas locais em países atravessados pela divisão internacional do trabalho intelectual. Na grande maioria das vezes cumprimos o papel de leitores e não tão frequentemente como gostaríamos há o reconhecimento no cenário internacional do trabalho de autoria. A possibilidade de compartilhar tal produção relacionada a culturas locais e inclusão social e digital anima uma troca multicultural e multilingue que permite a visibilidade de novas narrativas e pesquisas. Ela permite igualmente entender melhor as prioridades e os desafios nos estudos do multilinguismo em cada grupo de pesquisa. Assim, a ideia de uma biblioteca digital livre e multilingue para esta rede, nosso esforço coletivo, parece ser uma plataforma interessante na qual podemos organizar, ver e acessar nossa produção local e compartilhar experiências para consolidar diálogos consistentes entre nossos países.
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