quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Festival de Filme de Pesquisador - 15 dez 2007

Boa iniciativa.
http://www.filmdechercheur.eu/

"L'arabisation et le français au Maroc." 6 nov 2007

Defesa de tese de Asma ETTAJANI - JABER, Universidade de Nantes
« L'arabisation et le français au Maroc. Représentations et attitudes d'une population d'étudiants à l'égard des langues de l'échiquier national et analyse de manuels scolaires »

Résumé de la thèse : La réflexion porte essentiellment sur les opinions d'une population d'étudiants marocains à l'égard de l'arabisation et des diffréentes langues qui se partagent le paysage linguistique national. Certaines de leurs attitudes linguistiques, de leurs représentations des langues et de l'univers auquel renvoie chacune d'entre elles ont ainsi pu être comprises. L'analyse comprend également la perception, par ces étudiants, du bilinguisme arabe-français et des pratiques langagières qui lui sont inhérentes telles que l'alternace codique, tout comme leur image de l'anglais et de la culture anglo-saxonne qui gagne du terrain. Le Maroc, un pays de tradition francophone, serait-il en train de succomber aux sirènes de l'anglophonie ?L'assimilation des difficultés du système éducatif marocain actuel et des statuts et rôles assignés aux langues nécessite nécessite un retour sur l'enseignement avant, pendant et après le Protectorat.L'enseigenment-apprentissage du français langue étrangère ne cesse de connaître des changements, aussi cette question a-t-elle été étudiée à travers des manuels scolaires de l'enseignement secondaire, étape charnière durant laquelle l'élève est censé acquérir un niveau satisfaisant en français. Cela lui permet, en principe, de poursuivre sans difficulté l'enseignement supérieur scientifique et technique, qui est dispensé en français. Le choix d'analyser des manuels scolaires se justifie également par le fait que le discours scolaire est souvent en décalage avec la réalité socio-culturelle marocaine, qui connaît des mutations importantes au moment où les modèles véhiculés à l'écolesont marqués par le conformisme et le traditionalisme.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Coloquio História e Historiadores da Africa 15 a 17 outubro 2007

http://proex.epm.br/eventos07/coloquio_hitoria_hitoriadores_africa/index.htm

O site do projeto

O site de um projeto que pretende funcionar no espaço digital é um espaço chave para representar o grupo de pesquisa e para dar a conhecer o ritmo, extensão e qualidade de trabalho da equipe.
Comecei a planejar o site em 2006 com uma parceria com a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, e junto com o Fábio Bastos (desenvolvedor de sistemas do Labeurb) trabalhamos junto com a equipe de Irla Bocianoski Rebelo, desenvolvedora do Portal Mundo Acadêmico, no SESU/MEC.
O portal mundo acadêmico é uma excelente idéia, principalmente em termos de articulação entre a produção das distintas instituições de ensino superior. Na época não estava preparado para integrar os dados de professores estrangeiros, o que era nosso caso.

Mas o site do Multimundi precisava estar pronto em junho de 2007, porque teríamos o I Encontro Internacional Multilinguismo no Mundo Digital no Virtual Educa em São José dos Campos.

Quando percebemos que não íamos conseguir implementar as funcionalidades a tempo, o Fábio Bastos desenvolveu um modelo caseiro do site em php, com mysql, muito bom aliás. O modelo funcionava a partir de portlets , funcionou super bem e ficou no ar um período. Hoje ele é o modelo do novo site do Labeurb. A dificuldade aí é justamente que estaríamos tomando a frente na formulação do espaço de trabalho do grupo, o que daria o molde para nosso espaço possível de trabalho. Como dá pra perceber, este pessoal de humanas (a gente) é bem ligado nestes detalhes.

Agora estamos pensando em um modelo pensado e feito colaborativamente pelos pesquisadores de todos os países e instituições participantes de forma aberta. Estamos discutindo sobre a viabilidade do modelo wiki. De fato somos 11 países envolvidos, ou dito de outra forma a Unesco e 14 instituições de nível superior dispostos a trabalhar colaborativamente em língua portuguesa na produção de pesquisa e intercâmbio em ciências humanas.

Como dá pra perceber, a construção de um espaço democrático com o mesmo peso e representatividade para todos não é simples. Este é o nosso desafio atual.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

O que é discurso eletrônico

Para compreendermos o que é discurso eletrônico e o que ele faz neste blog, é importante explicar que um projeto de pesquisa surge de um lugar teórico, e o projeto Multilinguismo no Mundo Digital vem daí.
O discurso eletrônico portanto vem de uma reflexão do mundo digital a partir da Análise do Discurso e com forte influência das questões desenvolvidas no Labeurb sobre Espaço Urbano e Linguagem.
De minha perspectiva a Análise do Discurso tem muito a dizer sobre o espaço digital. Muitas vezes se confunde a reflexão de Michel Pêcheux sobre a questão da automatização do discurso com os artefatos que ele propos para o espaço digital.

"A questão do discurso eletrônico é desenvolvida de forma sistemática no Laboratório de Estudos Urbanos (Labeurb) do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade (Nudecri) há nove anos. Trata-se de uma questão presente na formulação de Michel Pêcheux em um dos textos fundadores da Análise do Discurso, o "Por uma Analise Automatica do Discurso" (1969). De lá pra cá a Análise do Discurso se estruturou na Europa e na América Latina como uma reflexão de entremeio. [...]
O discurso eletrônico, como nos o compreendemos, diz respeito a uma mediação do espaço digital pela análise do discurso. Permite deslocar o olhar sobre as novas tecnologias da perspectiva das ciências da computação para a perspectiva da linguagem. Diz respeito principalmente a dar continuidade a proposta de Michel Pêcheux de produzir tecnologia, e a refletir sobre ela, de uma perspectiva de entremeio. Nosso trabalho vem sendo por um lado se debruçar sobre a estrutura digital e observar o funcionamento discursivo na própria materialidade da formulação, que é o software. Por outro lado, nos permite desenvolver uma relação sobre o modo de funcionar, ou as condições de produção do espaço digital, e por consequência metodológica o funcionamento e representação das linguas, e particularmente das línguas portuguesas no espaço digital.. "
(fragmento do texto "Da Análise Automática ao Discurso Eletrônico" apresentado no X Jornada História das Idéias Linguísticas, UFMG, 2007)

O que diz o Labeurb sobre o discurso eletrônico: http://www.labeurb.unicamp.br/disc.htm

Abrindo o trabalho para a rede

Esta é uma interessante mudança de paradigma para pensar o funcionamento das ciências humanas no espaço digital, e particularmente a produção científica em língua portuguesa no espaço digital. A idéia de que podemos colaborar em rede, trocar idéias, informações, produções acadêmicas e culturais que estejam dentro dos princípios do opensource ou creative commons é de grande interesse. E é neste espírito que abro a conversa sobre o trabalho que vamos desenvolver juntos no espaço digital com países que também utilizam a língua portuguesa no mundo digital.

Nossa hipótese de trabalho é que o investimento nas discussões sobre multilingüismo em paises de língua portuguesa pode facultar novas maneiras de compreender minorias lingüísticas em paises lusófonos, respeitando as peculiaridades de cada povo no que diz respeito ao tipo de discurso que seja mais indicado para cada um, e não simplesmente impondo um modelo comum posto como norma.

Simplificando a questão, de acordo com estimativas da Unesco, as línguas que não se estabelecerem fortemente no espaço digital, correm o risco de desaparecimento em duas ou três gerações. Uma criança que não terá acesso ao espaço digital em sua língua materna, deverá desenvolver o bilingüismo, e assim um idioma que não apresenta recursos para informações e pesquisa no espaço digital, deverá gradualmente ser deixado de lado nesta época de automatização de dados.

Dentro deste quadro, depois de ter realizado um colóquio de três dias sobre Tecnologias de Linguagem (cf. http://portal.unesco.org/ci/en/ev.php-URL_ID=19898&URL_DO=DO_TOPIC&URL_SECTION=201.html ), em set de 2005 na sede da Unesco, fui convidada a produzir junto com esta instituição uma proposta para a língua portuguesa no espaço digital, aprovada como a primeira Cátedra Unesco que trata deste tema: o multilinguismo no espaço digital.

Aceitei o convite com o acordo de meus colegas de trabalho na Unicamp. O projeto foi feito e aprovado na Unesco entre 2005 e 2006. O acordo de criação da Catedra assinado entre a Unesco e a Unicamp em junho de 2007, e desde 2006 estou encaminhando acordos entre a Unicamp e Instituições de Nível Superior de Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Índia, China, Timor Leste e Portugal, tendo a Unesco como instituição parceira.

E agora começam as questões práticas, temáticas, teóricas, tecnológicas... no mundo digital. E é aqui que começa nossa conversa.